A gastroplastia redutora, também chamada de cirurgia bariátrica, é o principal tratamento para os quadros mais graves da obesidade, que é classificada como uma doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse procedimento é capaz de controlar diversos problemas oriundos da obesidade, como diabetes tipo 2, apneia do sono, hipertensão arterial, aumento do colesterol, entre outros.
O paciente operado recupera sua qualidade de vida, pois a perda do excesso de peso contribui para que ele se movimente melhor, pratique exercícios físicos e se sinta mais confiante e com autoestima elevada. Isso tudo melhora as relações sociais e a vida sexual, além de ajudar a reduzir a depressão e a ansiedade.
Porém, há inúmeros detalhes que precisam ser conhecidos por quem busca esse tipo de tratamento, por isso, elaboramos este artigo. Aqui, você vai descobrir quem pode se submeter ao procedimento, quais as principais técnicas e tipos e os passos fundamentais da jornada pré-operatória. Acompanhe a seguir.
O que é gastroplastia redutora?
A gastroplastia redutora é um procedimento cirúrgico para o tratamento da obesidade, em que são feitas alterações no trato gastrointestinal, podendo atingir tanto o estômago quanto o intestino delgado. Assim, há uma limitação na quantidade de alimentos que pode ser ingerida e uma redução na sua absorção, o que leva o paciente a perder peso.
Existem diferentes técnicas e tipos de cirurgias de redução de estômago, nome popular da gastroplastia, e a melhor para cada caso será definida de acordo com a avaliação médica.
Alguns procedimentos focam na retirada ou inutilização de grande parte do estômago, enquanto outros também fazem grandes desvios no intestino delgado.

Quem pode fazer uma gastroplastia redutora?
Não são todos os pacientes acima do peso que podem fazer uma gastroplastia redutora. Para ser considerado apto ao procedimento, é necessário que o indivíduo se enquadre em uma das faixas de Índice de Massa Corporal (IMC) relacionadas abaixo, além de estar com o grau estável por pelo menos 2 anos, segundo o que foi definido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM):
- Estar com o IMC superior a 40 kg/m². Esse quadro é considerado como obesidade mórbida e não é exigido que o paciente apresente outras enfermidades associadas à condição.
- Estar com o IMC entre 35 Kg/m² e 40 Kg/m². Nesse caso, é preciso possuir alguma comorbidade, como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e apneia do sono.
- Já os pacientes que têm IMC entre 30 Kg/m² e 35 Kg/m² podem se submeter à cirurgia metabólica, que é similar à gastroplastia, mas seu foco principal é a remissão de doenças relacionadas à obesidade, como o diabetes tipo 2.
Além de se encaixar em um desses requisitos, é importante que o paciente fique atento a outros pontos. Por exemplo, é necessário ter 18 anos ou mais. Caso o paciente tenha entre 16 e 18 anos, será necessária uma avaliação específica e autorização. E não há limite máximo de idade para a intervenção.
Por fim, a cirurgia é uma solução apresentada como último recurso. Desse modo, o paciente deve ter tentado outros tratamentos antes de se candidatar, como reeducação alimentar, prática regular de exercícios físicos e uso de medicamentos que ajudam a controlar o peso.
Qual é o peso mínimo para fazer a gastroplastia redutora?
Como destacamos acima, o peso em si não é o único fator determinante para classificar o paciente para uma gastroplastia redutora. Isso porque deve ser feito o cálculo do IMC, que considera os seguintes dados: peso, altura e idade.
Além disso, o gastrocirurgião irá avaliar a composição corporal do paciente, para saber quais são os seus níveis de gordura. Considere, por exemplo, um homem de 1,80 m de altura que pesa 140 kg. Ao fazer o cálculo do IMC, teremos o valor de 43,2 kg/m2, o que o classificaria para o procedimento, principalmente, se os seus níveis de gordura estiverem elevados.
Qual é o valor de uma bariátrica?
O valor de uma cirurgia bariátrica varia de 25 a 50 mil reais. É essencial entender que diversos fatores podem influenciar no preço, como técnica utilizada, gravidade do caso, a região do Brasil e o hospital em que o procedimento será realizado.
Felizmente, essa cirurgia é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde, com um período de carência de 24 meses para enfermidades pré-existentes.
Vale lembrar que esse tipo de tratamento cirúrgico também é executado gratuitamente pelo SUS, mas o processo é lento e o paciente pode ter que esperar por anos até conseguir uma vaga.
Quem faz gastroplastia redutora tem vida normal?
O paciente submetido a uma gastroplastia redutora pode levar uma vida totalmente normal. No primeiro ano após o procedimento, a perda de peso é mais acentuada.
Entretanto, durante o segundo ano, o processo de emagrecimento se estabiliza e, desde que sejam seguidas todas as recomendações da equipe multidisciplinar, a pessoa pode trabalhar, estudar, ter relacionamentos e se alimentar tranquilamente.
Contudo, é fundamental lembrar que, para manter a saúde e os resultados do procedimento, o paciente precisa mudar seu estilo de vida e adotar uma dieta equilibrada e a prática de atividades físicas mesmo após atingir o peso desejado.
Outro fator indispensável para um pós-operatório bem-sucedido é fazer uma suplementação vitamínica, com o objetivo de repor substâncias que passam a ser absorvidas em menor quantidade.

Técnicas de cirurgias para emagrecer
De acordo com o tipo de alteração que será realizada no trato gastrointestinal, as cirurgias para emagrecer podem ser classificadas em três técnicas.
Restritivas
Nesses tipos de cirurgia, há uma redução na capacidade de ingerir alimentos com a retirada ou inutilização de parte do estômago. Então, ao comer menos, o paciente acaba emagrecendo.
Existem procedimentos que são puramente restritivos e outros que também são metabólicos. Assim, além da menor capacidade de consumir alimentos, há uma indução à saciedade e a redução da fome.
Alguns exemplos dessa técnica são a cirurgia sleeve, a banda gástrica vertical e a banda gástrica ajustável.
Cirurgia bariátrica disabsortiva
Na cirurgia bariátrica disabsortiva, há pouca alteração no tamanho do estômago, e o foco maior é o intestino delgado, onde é realizado um desvio. Essa mudança de fluxo ocorre para que o alimento permaneça por menos tempo na região e, consequentemente, haja menor absorção de calorias, o que acaba contribuindo para o emagrecimento.
Os procedimentos puramente disabsortivos caíram em desuso, então, atualmente, esse método conta com algum tipo de alteração no estômago. Alguns exemplos da técnica são a derivação biliopancreática e o switch duodenal.
Após esse tipo de cirurgia, é primordial que o paciente tenha um cuidado especial com a suplementação.
Mistas
As intervenções mistas combinam características das técnicas restritivas e disabsortivas. Geralmente, há uma grande redução do estômago e alterações mínimas no intestino delgado para uma menor absorção dos alimentos.
Essa é a técnica mais utilizada nos dias de hoje devido aos excelentes resultados apresentados em curto, médio e longo prazo. O principal exemplo é a cirurgia bypass.
Tipos de gastroplastia redutora
Há diversos tipos de gastroplastia redutora. Os métodos bypass e sleeve são os mais utilizados em virtude dos ótimos benefícios e baixos riscos de complicações.
No entanto, também é importante conhecer outras variações do procedimento. Abaixo, explicaremos os quatro tipos mais comuns.
Bypass gástrico
Na técnica bypass gástrico, o estômago é dividido em duas partes. A menor fica com cerca de 50 ml e recebe os alimentos. Ela é acoplada diretamente à parte do intestino denominada jejuno.
Já a porção maior do estômago também permanece no corpo, sendo grampeada e ligada à região mais abaixo do jejuno. Dessa maneira, ela perde grande parte de sua função, pois deixa de receber alimentos, ficando apenas responsável por enviar pequenas quantidades de secreções digestivas para o intestino.
Portanto, é um método predominantemente restritivo, já que grande parte do emagrecimento é proveniente do estômago extremamente reduzido, mas também há uma pequena redução da absorção. Outro fator que favorece é o estímulo à produção de hormônios que induzem à saciedade.
Sleeve
Na gastroplastia do tipo sleeve, são retirados de 70% a 80% do estômago, e o restante é transformado em um tipo de tubo fino. Além de haver uma limitação física para a ingestão de alimentos, o procedimento reduz a fome ao controlar a produção do hormônio grelina.
Esse método está sendo amplamente empregado, pois não há qualquer alteração em relação ao intestino. Isso faz com que o organismo mantenha sua capacidade de absorver as mais variadas substâncias.
Sobretudo, se houver qualquer problema com o procedimento, é possível alterá-lo para outros tipos de cirurgia bariátrica.
Duodenal switch
Nessa cirurgia, uma parte significativa do estômago é removida, contudo, o funcionamento básico do órgão não é alterado. Também ocorrem modificações no intestino delgado, sendo formado um tipo de alça em que dois caminhos distintos são criados: um deles leva os alimentos, e o outro transporta os sucos digestivos.
Em razão da transformação, tais percursos só se encontram na parte final do intestino delgado, o que diminui a absorção de calorias e induz ao emagrecimento.
Além da grande perda de peso, outra vantagem dessa intervenção é que o reservatório gástrico pode ser acessado normalmente, caso haja a necessidade de fazer alguma investigação por endoscopia ou radiológica.
Banda gástrica
A banda gástrica representa somente 2% dos procedimentos bariátricos realizados no Brasil. Apesar disso, trata-se de um procedimento seguro que proporciona uma perda de 20% a 30% do peso inicial.
Nessa técnica, um anel de silicone é preso na parte superior do estômago, o que causa um estreitamento e cria um pequeno reservatório. Então, esse reservatório é preenchido com muita facilidade e faz com que o paciente se sinta satisfeito e pare de comer. Além disso, não é necessário fazer alterações intestinais nem há qualquer prejuízo na absorção de alimentos.
Outras vantagens desse método é que é totalmente reversível e o tamanho do reservatório criado no estômago pode ser ajustado de acordo com a avaliação médica. O dispositivo usado para inflar e esvaziar a banda gástrica é acoplado sob a pele no abdômen, visando facilitar o acesso.
Caso seja necessário realizar outro tipo de gastroplastia, isso é possível após a retirada da banda gástrica. Vale lembrar que a perda de peso com esse método é inferior ao oferecido pelas técnicas bypass e sleeve.
Jornada pré-operatória da gastroplastia redutora
Até chegar o momento da gastroplastia redutora em si, o paciente precisa se submeter a um longo processo pré-operatório, que visa garantir sua aptidão para o procedimento. Isso também minimiza os riscos da intervenção.
Para isso, será necessário consultar-se com diversos profissionais, como podemos ver abaixo.
Cirurgião do aparelho digestivo
É o profissional que acompanha todo o processo. Na consulta inicial, é feita uma avaliação física do paciente, assim como uma checagem do seu histórico. A pessoa deve informar ao médico: quando começou a engordar, como são os seus hábitos alimentares, se já tentou tratamentos alternativos, se tem alguma doença etc.
Então, o cirurgião deve solicitar uma série de exames, como:
- Endoscopia digestiva alta.
- Raio-X Tórax PA e perfil.
- Polissonografia.
- Hemograma.
- Ureia e creatinina.
- Ácido úrico.
- Ácido fólico.
- Triglicérides.
- Ultrassonografia de abdômen total.
- Ecocardiograma com doppler colorido.
- Prova de função pulmonar com teste broncodilatador.
- Eletrocardiograma.
- Doppler arterial e venoso de membros inferiores.
- Glicemia e HbA1c (hemoglobina glicada).
- TGO, TGP, FA e Gama GT, para verificar as condições do fígado.
- TSH e T4 livre, testes relacionados à glândula tireoide.
- Ferro e ferritina.
- Zinco e magnésio.
- Vitamina B12 e hidroxivitamina D25.
- Colesterol total e frações.
- Coagulograma.
- Sorologia para hepatite B e C.
- Sorologia para HIV.
- Beta HCG (para mulheres).
- Urina I e urocultura.
- Proteínas totais e frações.
- Bilirrubinas totais e frações.
Também é nessa fase inicial que o paciente deve assinar o “Consentimento Informado”, que é um documento em que ele declara estar ciente dos benefícios e dos riscos envolvidos.
Cardiologista no pré-operatório da gastroplastia redutora
O profissional deverá avaliar se o paciente está apto para a gastroplastia redutora do ponto de vista cardiológico. Para isso, ele pode solicitar uma série de exames, para analisar e emitir um laudo.
Endocrinologista
O endocrinologista deverá avaliar diversas questões hormonais, com a finalidade de garantir que não há qualquer contraindicação. Nessa etapa, o profissional pode pedir os exames que julgar necessários.
Posteriormente, o especialista deverá emitir um relatório descrevendo a condição clínica do paciente, incluindo sua variação de peso nos últimos meses.
Pneumologista
O profissional deverá avaliar, sobretudo, a radiografia do tórax, a prova de função pulmonar e a polissonografia, para identificar se há contraindicações no âmbito respiratório.

Nutricionista, psicólogo e fisioterapeuta
Esses profissionais também são fundamentais na fase pré-operatória, pois devem orientar sobre a dieta adequada antes e depois do procedimento, ajudar a entender e resolver questões psicológicas que possam afetar o paciente.
Também são responsáveis pela orientação, adaptação e acompanhamento multidisciplinar dos resultados do cronograma de exercícios físicos executados antes e depois da intervenção.
Anestesiologista: a última avaliação para a gastroplastia redutora
A avaliação com o anestesiologista é uma etapa fundamental no processo de preparação para a gastroplastia redutora, destacando-se pela sua importância na garantia da segurança e do sucesso da intervenção.
Por isso, antes mesmo da indução anestésica, o anestesista realiza uma minuciosa avaliação do histórico clínico do paciente, compreendendo suas condições de saúde, doenças preexistentes, alergias, medicações em uso e eventuais complicações relacionadas à obesidade.
Essa avaliação é crucial para a adaptação do plano anestésico às necessidades específicas de cada indivíduo, assegurando que a administração dos medicamentos seja personalizada e segura. Além disso, conhecer o histórico clínico permite ao anestesista antecipar possíveis complicações durante a cirurgia bariátrica e tomar medidas preventivas, contribuindo para a redução de riscos e aprimoramento dos resultados.
O acesso a exames pré-operatórios também desempenha um papel significativo nesse processo. Sendo assim, os resultados de análises laboratoriais, radiografias e outros exames de imagem fornecem informações essenciais sobre a condição física do paciente, ajudando o anestesiologista a checar a função de órgãos vitais, como coração, pulmões e rins.
Essa abordagem baseada em evidências contribui para a tomada de decisões mais informadas, otimizando a segurança do paciente durante todas as fases da gastroplastia redutora.
Fases da anestesia
Portanto, a interação entre o paciente e o anestesiologista vai além da simples aplicação de anestesia. Ela representa um diálogo essencial para o entendimento completo das condições de saúde do paciente, viabilizando uma abordagem bem-sucedida nas três etapas anestésicas, que são:
1. Indução: administração dos primeiros medicamentos, puncionamento de veia e intubação orotraqueal, visando iniciar a cirurgia.
2. Fase transoperatória: contínuo fornecimento de gás anestésico, monitoramento de sinais vitais, ajuste da dosagem, e manutenção da hidratação.
3. Recuperação: despertar do paciente após a cirurgia, interrupção da inalação de gases anestésicos, com a recuperação ocorrendo na sala de recuperação ou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a partir de decisão do anestesista e cirurgião geral ou cirurgião do aparelho digestivo com área de atuação em Cirurgia Bariátrica.
Retorno ao cirurgião antes da gastroplastia redutora
Após a consulta com a equipe interdisciplinar, o paciente deverá retornar ao cirurgião portando os laudos de cada um dos profissionais, visando verificar se está liberado para fazer a gastroplastia redutora. Se tudo estiver de acordo, ele estará finalmente apto.
Depois, o anestesista deverá utilizar as informações fornecidas pelos outros profissionais, para aplicar as medicações mais adequadas durante a intervenção.

Como garantir um bom pré-operatório para a gastroplastia redutora
A obesidade, enquanto doença crônica em ascensão global, impulsiona o aumento da demanda por gastroplastia redutora, uma alternativa viável para quando tratamentos convencionais não surtem o efeito desejado. Para assegurar o êxito da cirurgia bariátrica, o cuidado durante o pré-operatório é essencial.
Dessa maneira, o sucesso da bariátrica, popularmente chamada de cirurgia de redução de estômago, começa com um cuidadoso pré-operatório, envolvendo escolhas conscientes e adesão às orientações médicas. Assim, esse procedimento não proporciona apenas um tratamento eficaz para o excesso de peso, mas também um caminho para uma vida mais saudável e plena.
A seguir, apresentamos seis dicas essenciais para esse processo.
1. Opte por um cirurgião de confiança
A escolha de um profissional qualificado é fundamental, seja um cirurgião geral ou um cirurgião do aparelho digestivo com área de atuação em Cirurgia Bariátrica. Certifique-se de que ele possua os registros necessários e investigue sua reputação.
Ademais, visitar o hospital onde a cirurgia ocorrerá proporciona confiança adicional no processo.
2. Conheça o método aplicado
Antes da intervenção cirúrgica, discuta detalhadamente com o médico sobre a técnica escolhida. Entenda os prós e contras das opções existentes, como sleeve ou gastrectomia vertical, bypass gástrico, banda gástrica ajustável e derivação biliopancreática.
3. Procure por suporte multidisciplinar para fazer a gastroplastia redutora
O suporte de uma equipe multidisciplinar é crucial no processo da gastroplastia redutora. Antes e depois da cirurgia, contar com orientações clínicas, psicológicas, nutricionais e físicas contribui significativamente para alcançar bons resultados.
4. Cogite emagrecer previamente
Embora não seja obrigatória, a perda de 5% a 10% do peso antes da cirurgia pode melhorar condições clínicas e minimizar riscos. Por isso, é importante adotar uma alimentação pré-operatória leve e balanceada.
A prática regular de exercícios físicos também é recomendada.
5. Realize o protocolo de exames preparatórios para a gastroplastia redutora
Não negligencie os exames pré-operatórios solicitados pelo cirurgião geral, gastrocirurgião com área de atuação em Cirurgia Bariátrica ou por outro especialista para a realização da gastroplastia redutora. Eletrocardiograma, hemograma, testes de coagulação, ultrassom abdominal e endoscopia digestiva, por exemplo, são indispensáveis.
Desse modo, a consulta pré-anestésica também auxilia na garantia da segurança do procedimento.
6. Pare de fumar com um mês de antecedência
Abster-se de fumar um mês antes da cirurgia diminui significativamente as chances de complicações pulmonares.
Além disso, os fumantes devem preparar-se para sessões de fisioterapia respiratória após a operação.

Importância da perda de peso antes da gastroplastia redutora
O estabelecimento de metas de perda de peso antes da gastroplastia redutora não apenas desafia a aparente contradição do paciente que busca cirurgia para emagrecer, mas também revela-se como um passo crucial, uma vez que visa otimizar o procedimento cirúrgico e promover uma recuperação mais eficaz.
O impacto na dimensão hepática e visceral
O benefício primordial desse emagrecimento prévio concentra-se no tamanho do fígado, comumente afetado pela esteatose hepática em pacientes obesos. A redução do volume hepático antes da bariátrica é imperativa, pois um fígado gorduroso pode dificultar ou até impedir a realização da cirurgia inicialmente, devido ao seu aumento de tamanho.
Vale ainda destacar que riscos adicionais, como sangramento e infecções, associam-se diretamente ao tamanho hepático, ressaltando a importância da redução prévia desse órgão.
Além disso, a perda de peso coopera para a diminuição da gordura visceral, presente no abdômen ao redor dos órgãos. Essa redução não apenas agiliza o tempo cirúrgico, mas também simplifica aspectos técnicos, elevando a segurança do procedimento e minimizando os riscos de complicações durante e após a cirurgia.
A influência nas comorbidades e no processo anestésico
O estado inflamatório recorrente em pacientes obesos pode resultar em complicações, como fístulas e tromboembolismo, porém é atenuado pela perda de peso anterior à cirurgia.
A melhora de comorbidades relacionadas à obesidade, como diabetes, hipertensão e apneia do sono, não só incrementa a segurança do procedimento, mas também interfere positivamente no processo anestésico.
Definindo metas para a preparação da gastroplastia redutora
Quanto à magnitude da perda de peso antes da gastroplastia redutora, é comumente indicado estabelecer metas de redução entre 5% a 10% do excesso de peso, com resultados mais expressivos ligados a uma adesão rigorosa ao tratamento multidisciplinar.
Dessa forma, a supervisão nutricional desempenha um papel crucial nesse processo gradual, propiciando uma dieta hipocalórica e estratégica na promoção da perda ponderal necessária.
Portanto, o comprometimento do paciente em atingir as metas de emagrecimento, aliado à colaboração de uma equipe multidisciplinar, não apenas beneficia a sua saúde, como também determina as bases para uma cirurgia bariátrica mais segura e uma recuperação mais eficiente, otimizando os resultados globais.
6 riscos que podem ser reduzidos a partir da fase pré-operatória
Ao adentrar o universo da gastroplastia redutora, a atenção aos riscos é tão vital quanto a busca pelo sucesso na perda de peso. O pré-operatório, nesse contexto, torna-se uma fase estratégica não somente para otimizar resultados, mas também para mitigar complicações que podem surgir durante o procedimento.
Confira quais são os riscos relacionados ao tratamento cirúrgico:
1. Hemorragia, potencial complicação durante a intervenção.
2. Infecções pós-operatórias.
3. Morte (casos raros).
4. Problemas respiratórios ou pulmonares.
5. Reação à anestesia: possibilidade de respostas adversas ao processo anestésico.
6. Trombose: chances de formação de coágulos sanguíneos.
Em virtude desses riscos, a condução cuidadosa do pré-operatório emerge como fator essencial. Além disso, a orientação contínua aos pacientes, mesmo após a perda de peso bem-sucedida, é imperativa. Essa prática prolongada objetiva avaliar potenciais deficiências nutricionais, contribuindo para a preservação da saúde e prevenção de complicações ao longo do trajeto pós-cirúrgico.

Por que é importante fazer dieta antes da gastroplastia redutora?
A dieta antes da gastroplastia redutora não deve ser subestimada, pois ela desempenha um papel crucial por diversas razões na preparação para a cirurgia bariátrica. Veja a seguir.
– Redução da inflamação: ao adotar uma dieta equilibrada e rica em nutrientes, é possível diminuir a inflamação sistêmica, que pode ser causada pela obesidade ou pelos hábitos alimentares pouco saudáveis. Essa medida favorece a cicatrização das incisões e uma recuperação mais tranquila.
– Preparação para restrições alimentares pós-cirúrgicas: antecipar-se às restrições da dieta impostas pela bariátrica permite ao paciente adaptar-se gradualmente às mudanças necessárias na alimentação. Essa abordagem suaviza a transição para o novo estilo alimentar, evitando choques abruptos no sistema digestivo.
– Controle de doenças associadas à obesidade: a dieta pré-bariátrica pode contribuir para melhorar diversas condições de saúde relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. O controle prévio dessas condições torna a cirurgia mais segura, uma vez que os pacientes com problemas de saúde controlados apresentam menor risco cirúrgico.
– Cuidado psicológico e motivação: seguir uma dieta pré-bariátrica exige comprometimento e disciplina, fomentando uma mentalidade propícia para a jornada pós-cirúrgica. Essa preparação psicológica pode ampliar a motivação e a determinação para aderir às novas instruções alimentares e de estilo de vida.
– Estímulo à perda de peso prévia: a inclusão de restrição calórica e escolhas alimentares saudáveis nessa etapa, frequentemente, resulta em uma perda de peso satisfatória antes da cirurgia, tornando-a mais segura e eficiente.
O que comer na dieta pré-bariátrica
Antes de passar por uma gastroplastia redutora, é essencial adotar uma dieta cuidadosamente planejada. Esse plano alimentar visa não apenas preparar o corpo para a intervenção cirúrgica, mas também facilitar a recuperação e promover resultados em longo prazo. Aqui estão alguns conselhos fundamentais:
1. Priorize proteínas magras: inclua fontes de proteínas magras, como frango, peixe, ovos, tofu e laticínios com baixo teor de gordura, em sua dieta. As proteínas desempenham um papel fundamental na preservação da massa muscular e na recuperação pós-cirúrgica.
2. Incremente frutas e vegetais: consuma uma variedade de frutas e vegetais, que são ricos em vitaminas e minerais essenciais para a saúde geral. Além disso, esses alimentos são naturalmente baixos em calorias, promovendo a sensação de saciedade.
3. Adicione grãos integrais: insira grãos, como arroz integral, quinoa e aveia, na sua dieta. Esses alimentos são ricos em fibras, contribuindo para a saciedade e a saúde do sistema digestivo.
4. Hidratação sólida: mantenha-se bem hidratado, preferencialmente, por meio do consumo de água ao longo do dia. Evite o consumo excessivo de bebidas açucaradas ou alcoólicas, priorizando a hidratação saudável.
Por fim, siga à risca as orientações estabelecidas pelo cirurgião geral ou cirurgião do aparelho digestivo com área de atuação em Cirurgia Bariátrica ou gastrocirurgião e nutrólogo e/ou nutricionista. A conformidade com o plano alimentar personalizado é fundamental para a preparação eficaz do corpo, visando alcançar o sucesso duradouro após a bariátrica.

O que evitar na alimentação antes da gastroplastia redutora
Enquanto a dieta antes da gastroplastia redutora reforça a importância de selecionar cuidadosamente os alimentos certos, é igualmente importante descartar certas escolhas alimentares que podem prejudicar o progresso e a eficácia do procedimento. Assim, evitar alimentos altamente processados, ricos em gorduras e açúcares, é vital para conquistar os objetivos desejados.
Por isso, separamos alguns elementos a serem reduzidos ou até mesmo excluídos da dieta pré-bariátrica:
1. Alimentos processados e fast-food: evite-os sempre que possível. Esses itens tendem a ser carregados de gorduras, açúcares e sal, oferecendo baixo valor nutricional e podendo contribuir para o ganho de peso e problemas de saúde.
2. Bebidas açucaradas: elimine bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos de frutas adoçados e bebidas energéticas. Essas opções são ricas em açúcar e calorias, aumentando o risco de ganho de peso e potencialmente contribuindo para doenças, como o diabetes tipo 2.
3. Gorduras saturadas e trans: limite a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, como carnes gordurosas, manteiga, queijo e frituras. Essas gorduras estão associadas a um maior risco de doenças cardíacas e outras enfermidades, sendo prudente reduzi-las na dieta.
4. Carboidratos refinados: evite alimentos ricos em carboidratos refinados, como pão branco, massas, arroz branco e doces. Esses carboidratos podem causar picos nos níveis de açúcar no sangue, contribuindo para o ganho de peso e dificultando os objetivos da dieta pré-bariátrica.
Ao evitar essas escolhas alimentares desfavoráveis, é possível criar uma base sólida para a alimentação anterior à gastroplastia redutora, otimizando as chances de sucesso e promovendo uma transição mais suave para a cirurgia bariátrica e além.